Quando o Brasil vai olhar para o mundo e buscar soluções para o seu trânsito?

Entre os dias 20 e 23 de março, ocorreu mais uma edição do Intertraffic, um dos maiores eventos de trânsito e mobilidade do mundo. Até meados de 2017, eu nunca tinha ouvido falar sobre o congresso. Aliás, alguém no Brasil tinha?

Essa edição aconteceu em Amsterdam, na Holanda, e reuniu mais de 350 expositores, de países de todos os continentes. Foi, no mínimo, três vezes maior do que o primeiro evento que visitei, na Cidade do México, em novembro de 2017.

Além de participar de mais de 20 painéis do congresso que reuniu palestrantes de países como Alemanha, China, Estados Unidos, Finlândia, Inglaterra, Arábia Saudita e, claro, a própria Holanda, conheci – e vivenciei – novidades e tendências que têm o potencial de transformar a maneira como nos locomovemos. Para se ter uma ideia, andei em um carro autônomo, desenvolvido por universitários holandeses. E a experiência foi das melhores.

E, reforçando a pergunta do início deste artigo, por que ninguém no Brasil fala sobre esse tipo de evento? Ao pesquisar no Google pelos termos “intertraffic” e “brasil”, não encontrei uma única notícia nacional, além da cobertura realizada nas redes sociais por nós, aqui do Grupo Tecnowise. Eu, inclusive, era um dos poucos brasileiros naquele congresso que contou com mais de 10 mil visitantes.

Quando olhamos para os números de nosso trânsito, que mata mais de 47 mil pessoas por ano e é o quarto em número de mortes nas Américas, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), e para o caos que é a mobilidade em nossas cidades, sejam as grandes ou as pequenas, é difícil entender porque o interesse por soluções nesse âmbito ainda é tão baixo – ou quase inexistente.

Como profissional de comunicação e marketing, acredito que é fundamental participar de eventos, congressos e workshops de temas relacionados ao meu segmento de atuação, que hoje é a mobilidade humana. Sim, humana, e não urbana. O trânsito e o ato de ir e vir é, fundamentalmente, feito de, por e para as pessoas.

O que falta para que o Brasil entenda que o mundo está se movendo, está evoluindo e está, pelo menos, buscando soluções para esse problema tão sério? E, principal, por que damos tão pouca atenção a esse tema?

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