Por que a mobilidade humana (e não urbana) é o caminho para a evolução das cidades

Em ano eleitoral, sobretudo durante a época de votação, os assuntos mais procurados e comentados são relacionados ao cenário político, responsável por proporcionar temas polêmicos e inusitados que despertam o interesse do grande público e, por isso, acabam ocupando boa parte dos espaços nos principais meios de comunicação – estendendo seu poder de alcance em discussões acaloradas nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp.

Surpreende, então, que um tema que não está diretamente ligado às eleições esteja sendo cada vez mais pesquisado pelas pessoas e pautado por veículos de diferentes mídias e segmentos, que ao longo dos últimos meses passaram a dedicar espaço a esse tópico em editorias e produções exclusivas. Estamos falando de mobilidade, termo que em 2018, de acordo com o Google Trends, teve aumento de 127,4% no número de buscas em relação a 2017 – e o ano ainda nem terminou.

Mas que mobilidade é essa? Urbana? Ou mobilidade humana não caberia melhor nesse contexto? Afinal, quem realmente se move pela cidade: os veículos ou as pessoas?

Mais do que uma questão semântica, trata-se de uma mudança de perspectiva: devemos começar a enxergar os cidadãos em trânsito pelo viés humano, isto é, com suas características, limitações geográficas, políticas e culturais e eventuais deficiências. Precisamos compreender que uma cidade é, primeiramente, feita por pessoas e deve, antes de tudo, ser feita para as pessoas – e não apenas para os veículos, sejam eles quais forem. Caso contrário, a superlotação de carros nas vias e de usuários nos transportes públicos, dois dos principais problemas de mobilidade do país, só tendem a piorar.

Um transporte público com pessoas felizes: será que estamos muito longe de cenas como essa?

A partir desse conceito, quaisquer medidas propostas por agentes públicos e privados para a melhoria da mobilidade devem ter, como base, a garantia da segurança e do bem-estar da população, levando em conta o impacto que possíveis mudanças causam nas relações sociais.

E para garantir que tais agentes se reúnam, interajam e, de fato, pensem e desenvolvam, na prática, uma mobilidade humana mais inteligente e segura, que crie soluções viáveis e adaptáveis ao contexto das pessoas de cada cidade e região, o Instituto Mobih se compromete com o engajamento e a mobilização de planejadores urbanos, empresas, governos municipais e regionais, órgãos reguladores, ONGs, autoridades legislativas, pesquisadores, formadores de opinião e comunidade acadêmica, para que juntos impulsionem políticas públicas, campanhas e projetos que visem aprimorar os sistemas de transporte e as maneiras de entender o trânsito de pessoas.

Como movimento democrático, agregador e disseminador de ideias, informações, conteúdo e insights sobre os desafios da mobilidade, o Instituto Mobih acredita que o aprimoramento da relação entre o indivíduo e o espaço urbano é o principal caminho para guiar a sociedade na busca por transformações positivas que impactem o ir e vir de todos os dias. O ser humano é o protagonista dessa evolução!

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