O dia é dos motoristas, mas a responsabilidade é de todos nós

Hoje, dia 25 de julho, é comemorado o Dia do Motorista, essa profissão que, apesar de superimportante para a sociedade, ainda é, infelizmente, muito desvalorizada no que diz respeito à rotina de trabalho – uma vez que são expostos a jornadas e condições insalubres –, salário e, principalmente, reconhecimento.

No entanto, mais do que uma profissão, ser motorista é, na maioria das vezes, uma condição a qual a maioria das pessoas se encontra vez ou outra ou até diariamente. Afinal, assim como somos pais, profissionais, amigos e inquilinos, também somos motoristas e precisamos, urgentemente, lidar com esse papel com a mesma responsabilidade com a qual lidamos com os demais citados.

Isso porque, quando estamos trabalhando, por exemplo, damos o nosso melhor para realizar as atividades demandadas com excelência. Enquanto inquilinos, tentamos ao máximo pagar as contas no dia certo. E por mais que não consigamos ser exemplos de pais e amigos, tentamos ao máximo não errar e decepcionar quem amamos.

Então, por que quando estamos conduzindo, também não somos (ou ao menos procuramos) ser motoristas conscientes e responsáveis pelos nossos atos ao volante? Por que negligenciamos esse papel que, entre os demais assumidos, talvez seja o que requer mais comprometimento e, sobretudo, o que coloca a própria vida e outras em risco?

Talvez, por acharmos que dominamos “a arte de conduzir”, coloquemos nossa mente e físico no modo automático e confiemos em ambos para assumir esse papel. Por outro lado, os números de mortes no trânsito brasileiro mostram que, definitivamente, precisamos deixar de lado a confiança com a qual lidamos com o papel de dirigir e nos tornamos, de fato, responsáveis pelos nossos atos enquanto guiamos um veículo.

Nesse contexto, a universidade britânica London School of Economics fez uma pesquisa sobre a psicologia social da segurança do trânsito, com o objetivo de entender como o comportamento de determinados motoristas é influenciado a partir das ações de outros condutores e, a partir de entrevistas individuais e dinâmicas de grupo, os psicólogos chegaram à conclusão de que existem sete tipos de condutores no mundo – isto é, sete personalidades distintas frequentemente adotadas por quem dirige. São elas: o professor, o sabichão, o competidor, o carrasco, o filósofo, o desencanado e o escapista.

Entretanto, o On Mobih acredita que, apesar desses estereótipos rendem apenas boas risadas em uma roda de amigos ou matérias descontraídas em portais de conteúdo. Na prática, antes de qualquer personalidade, todos nós devemos ser motoristas prudentes e, acima de tudo, responsáveis por nossa condução.

#SomosTodosMotoristas

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